Todo engarrafamento É um romance marginal, E toda gente Poesia cansada, De quem aguarda Pela próxima estação, A chegada do expresso Saudade. Nessa avenida de carros, Rendo-me aos encantos Pedestres. Todo amor É um engarrafamento.
O dia amanheceu primeiro Do que eu, Acordei disposto Para as visitas de todo domingo. Abracei meu afeto mais bonito, Sorrir meu único riso Pro amanhã nascer mais sensível.
O velho de bengala Na calçada, Vestido de branco Mal sabe da sua grandeza Tampouco de sua sabedoria. Oyá mandou avisar, Que esse velho com cara De moço É Oxalá.